O pastor John Piper, em episódio recente de seu podcast, criticou o uso de inteligência artificial (IA) como o ChatGPT por pastores para escrever pregações, afirmando que essa prática é “desonesta”.
Ele destacou que a IA, embora capaz de gerar sermões bem escritos, não pode transmitir a emoção necessária para uma pregação genuína, que, segundo Piper, deve envolver adoração e o sentimento correto sobre Deus.
Em sua explanação, Piper definiu a IA como uma tecnologia capaz de simular processos humanos como aprendizado e tomada de decisões, mas ressaltou que ela não é capaz de exaltar e admirar a Deus da maneira que um ser humano pode.
“O propósito final do universo é que Deus seja glorificado, e Ele é glorificado não apenas por ser corretamente pensado e logicamente compreendido, mas por ser corretamente exaltado, admirado e valorizado”, explicou.
Para o pastor, a adoração não se resume a um pensamento correto, mas envolve um sentimento genuíno em relação a Deus, algo que, segundo ele, nenhuma IA poderá reproduzir.
Piper também criticou os pastores que recorrem à IA para criar pregações, considerando essa prática “perversa” e contrária à integridade da igreja. Para ele, é fundamental que os ministros da Palavra sejam transparentes e honestos.
Ele afirmou que, se um pastor usar a IA para criar um sermão, deve deixar claro aos membros da igreja: “Esta pregação foi criada pelo ChatGPT”. A honestidade, segundo Piper, é essencial, embora reconheça que a IA possa ser útil em outros aspectos, como pesquisa e ilustrações.
O pastor reforçou que o verdadeiro dom de um pastor é entender as Escrituras, sentir as emoções que elas provocam e transmiti-las de forma clara aos fiéis. Ele concluiu seu discurso exortando os líderes cristãos a usarem a IA com cautela, somente como uma ferramenta de apoio, e não como substituto do trabalho pastoral genuíno.