Um dos lançamentos recentes da Netflix, Leo, foi elogiado por uma jornalista cristã por conta da abordagem que mostra às crianças a percepção de alguém mais velho sobre a vida.
Leo é conta a estória de um lagarto, dublado pelo comediante judeu Adam Sandler, que está em idade avançada e vive em uma escola infantil, onde é cuidado pelos alunos. Esse é o ponto a partir do qual o roteiro avança levando o protagonista a uma jornada que permite a ele mostrar “uma nova perspectiva” a seus novos amigos.
A jornalista Mia Staub publicou um artigo recente sobre o novo filme da Netflix, destacando o papel de conselheiro que Leo exerce junto às crianças e elogiando escolhas do roteiro por oferecem à audiência algumas reflexões muito importantes:
“O que também é incomum é a decisão de não fazer do personagem principal uma criança ou um jovem adulto. Há exceções – principalmente Up! – Altas Aventuras, da Pixar – mas os filmes infantis muitas vezes permitem que as crianças se vejam no protagonista… Mas centrar o filme no idoso Leo leva até mesmo as crianças a considerar uma nova perspectiva: como estamos gastando nosso tempo limitado? E como estamos nos relacionando através das linhas geracionais em nossas próprias vidas?”, comentou a jornalista.
Mia Staub observa que o filme é um incentivo bem-vindo para que outros busquem conselhos e orientações das gerações mais velhas, em vez de seguirem conflitos promovidos pela cultura atual.
“Tanto jovens como velhos precisam de uma amizade verdadeira, na qual cada lado possa graciosamente ajudar e aprender com o outro, como Noemi e Rute, Moisés e Josué, Paulo e Timóteo”, escreveu a jornalista cristã, mencionando também as passagens bíblicas de 1 Pedro 5:5, que determina o respeito aos mais velhos, e Tito 2:4-8, que enfatiza a necessidade de aprender com a sabedoria dos idosos.
Por fim, a jornalista admite que a tentativa de diálogo entre jovens e idosos pode ser um desafio, mas é preciso superar essa barreira: “Essa dificuldade não deve nos desencorajar. Como todas as gerações de jovens antes de nós, a Geração Z quer ouvir as histórias dos mais velhos. Queremos ser discipulados por vocês. Há tensões nessas diferenças, mas os crentes das gerações mais velhas também discipularam e oraram por nós”.
