Na Nova Zelândia, sete igrejas foram alvo de incêndios suspeitos durante a noite. Quatro delas, localizadas na cidade de Masterton, ao norte de Wellington, sofreram danos moderados a significativos, enquanto outras três apresentaram indícios de tentativa de incêndio sem que as chamas se alastrassem.
As equipes de emergência da região de Wairarapa responderam aos chamados por volta das 04h30 de sábado no horário local. Um porta-voz dos Bombeiros confirmou que os incêndios estão sendo tratados como suspeitos e que o caso foi encaminhado à polícia. Até o momento, nenhuma prisão foi efetuada.
As igrejas atingidas foram a Igreja Anglicana da Epifania, a Igreja Católica de São Patrício, a Igreja Batista de Masterton e a Igreja Equippers de Masterton. Relatos da mídia local descrevem danos como janelas quebradas, cadeiras queimadas e estofados chamuscados. Nenhuma pessoa ficou ferida, e todos os focos de incêndio foram controlados.
O prefeito de Masterton, Gary Caffell, classificou os incidentes como chocantes, afirmando que ataques desse tipo não eram esperados na cidade. O deputado local Mike Butterick expressou tristeza pelo ocorrido e elogiou o trabalho dos socorristas.
Além das igrejas, uma funerária na mesma região, que abriga uma capela, também foi incendiada por volta das 10h00, sem ocupantes no local no momento do ataque.
A polícia segue investigando o caso e busca testemunhas. Patrulhas foram intensificadas em Masterton e nas cidades vizinhas de Featherston e Carterton para garantir segurança à população.
Um vídeo circulando nas redes sociais mostra um homem assumindo a autoria dos ataques, declarando motivações antirreligiosas e antimonarquistas. A polícia e o Corpo de Bombeiros e Emergência da Nova Zelândia foram contatados para mais comentários sobre o caso.
De acordo com a BBC, nos últimos anos, edifícios religiosos no país têm sido alvos de ataques incendiários. Em Auckland, uma propriedade de igreja foi atingida por dois incêndios criminosos na mesma noite no ano passado, e uma mesquita foi incendiada na mesma região em novembro.
Em 2019, 51 pessoas foram assassinadas em dois ataques a mesquitas em Christchurch, e o autor dos crimes, Brenton Tarrant, afirmou que planejava incendiar os templos para aumentar o número de vítimas.